Sehal inicia negociações da Convenção Coletiva de Trabalho em meio a cenário econômico desafiador para empresas do setor

Escrito em 09/02/2026

Sindicato patronal vai receber pauta dos trabalhadores, porém tem custos operacionais como grande problema

O Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) realizará a primeira assembleia para dar início às negociações da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) referente às cidades de Santo André, São Caetano do Sul, Mauá e Ribeirão Pires. A data-base da categoria é 1º de fevereiro e as regras da nova convenção, após definidas, terão validade de um ano, até 31 de janeiro de 2027.

O primeiro encontro entre empresários e representantes dos trabalhadores será dia 12 de fevereiro, às 9h30, na sede do sindicato patronal, à Rua Laura, 214, Vila Bastos. 

Para o diretor do Sehal e empresário do setor, Fábio Alessandre, proprietário da Santo Disco Pizzaria, em São Bernardo do Campo, o momento exige responsabilidade e sensibilidade nas negociações.

Embora o sindicato patronal vá receber oficialmente a pauta de reivindicação dos trabalhadores, os empresários do setor já antecipam um ano difícil para as empresas. O cenário econômico impõe desafios, especialmente diante de um calendário marcado por grandes eventos como Copa do Mundo e eleições e feriados prolongados. Fábio explica que a região não é um polo turístico para feriados prolongados. “Para algumas atividades, o menor número de dias úteis tende a reduzir a frequência de clientes em bares, restaurantes, hotéis e similares, impactando diretamente o consumo”, explica.  

Inflação e custos

Outro ponto de grande preocupação envolve os custos operacionais. Fábio Alessandre comenta que, apesar de a inflação ter se comportado em 2025, o setor teve grande pressão desde a pandemia, não conseguiu repassar aumentos o que reduziu a margem ao longo dos anos. 

“A inflação acumulada pressiona despesas como insumos, energia, aluguel e mão de obra, ao mesmo tempo em que não repassamos esses aumentos aos preços nos cardápios. Muitas empresas acabam absorvendo os prejuízos para manter as portas abertas”, conclui.

O presidente do Sehal, Beto Moreira, reforça que a negociação é importante e que o sindicato patronal, historicamente, busca acordos efetivos para manter a boa gestão dos negócios, preservação dos empregos e desenvolvimento da economia local e regional.

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